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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As vezes eu me pergunto o que me faz continuar

O que mais me decepciona no mundo são as pessoas, são imperfeitas e incapazes de perceberem quando fazem mal a si mesmas, o que é ridículo.
Sofrem decepções atrás de decepções e não aprendem. Como o ser humano é um ser imbecil!
Há sempre boas exceções, pessoas centradas e com historias a serem seguidas, mas ninguém da o valor, o espelho é sempre alguém em situação pior para justificar as suas burradas e fracassos.

Às vezes eu me pergunto o que me faz continuar.

Porque, desistir esta bem mais perto que o tentar de novo, estou cansando de tentar de novo, tentar, tentar e tentar...
Eu gostaria apenas de um pouco mais de racionalidade, vamos pensar um pouco mais? Vamos tentar não errar desta vez? Ou melhor, deixa que eu faço pra você.
Eu sou egoísta, não estou ligando para as pessoas jogando suas vidas pela janela, mas, por favor, não jogue parte da minha junto!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

vícios e virtudes

Tem horas que é melhor dar um basta. Tudo que te faz mal um dia você tem que enxergar e eliminar da sua vida. Sei que algumas coisas são difíceis, meu pai demorou vários anos para conseguir deixar o cigarro, meu tio penou para deixar a bebida, muita gente não consegue deixar as drogas...

Mas você não pode basear sua vida em uma dependência, às vezes você é melhor que um vício, mas só às vezes.

Há vícios em varias coisas, tem gente que é viciado em gente, e ainda chamam isso de amor! Mas nós sabemos que o amor não existe... O amor na realidade é a dependência de “gente”, resumindo, um vício que você em algum momento tem que extirpar da sua vida.

Eu sofria deste vicio, mas ontem acordei, e o extirpei.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A sociedade secreta da escolha do melão

Sério, isso deve ser considerado uma arte milenar e pouco divulgada, restrita a uma pequena quantidade de pessoas, ensinada em algum ritual satânico, guardada em segredo pelos detentores, com pena de morte caso alguém queira quebrar o circulo extracomunhal da irmandade da escolha do melão.
Tudo começou quando fui a um supermercado na “quarta do horti e fruti”, o melão estava com um preço ótimo e resolvi comprar um, adoro suco de melão. Eu sei escolher tomate, pego os vermelhos e durinhos, o chuchu tem que estar entrando a unha, a vagem tem que estar quebrando o cabinho, as laranjas firmes, o mamão sem machucados... Agora, e o melão?
Cheguei na banca dos melões, tinha lá uma mulher com algumas dezenas de quilos a mais escolhendo os melões dela, ela apertava, cheirava, dava bitucões, escutava o barulho, apertava novamente... Após algum tempo e vários melões descartados, ela pegou dois que achou que seriam bons, e saiu da banca. Ai ficou eu lá na duvida...
Não tenho a menor ideia para que serve aqueles rituais que ela fez, sempre peguei um melão bonito e pronto... Mas agora, depois de ficar assistindo ela, eu não podia ir lá e comprar um melão que a gorda achou que não era bom o suficiente para seus filhos gordinhos. Por fim deixei os melões e comprei uma polpa congelada de melão.

Estou condenado a nunca mais comprar um melão??? Não !! Eu me nego a ficar restrito a isso... Agora além de querer fazer parte da maçonaria, também quero fazer parte da sociedade secreta da escolha do melão!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Troco um emprego por um pula-pula inflável

Você nasce, ai você liga a televisão, posta que fez isso no twitter. Pronto, sua vida começou.
Eu não sei bem quando a minha vida começou, Steve Jobs me disse uma vez, que minha vida teria começado a doze anos atrás, quando eu fiz o meu Orkut, ou em 1996 quando registrei o meu icq, só a minha mãe que insiste em dizer que a minha vida começou quando eu nasci.
Eu sempre quis ter uma piscina de bolinhas, uma cama elástica gigante e um estoque de Yakult de 1 litro. Mas eu nunca tive. Agora eu tenho um blog, um twitter e um formspring, boa troca? Muita gente quer ter um emprego, um carro e uma namorada. Normalmente o primeiro é para sustentar os outros dois. Eu não, eu troco o emprego, o carro e a namorada por uma piscina de bolinha!
Adorava quando tinha quermesse de santo Antônio aqui na minha cidade, tinha aquele pula-pula inflável, parecia um cogumelo gigante que você entrava dentro dele e pulava feito um louco, tudo por um real. Quantos  “um real” eu não torrei naquilo. Bom, eu troco o emprego por um pula-pula inflável.
Quando era moleque eu tinha uma bicicleta, agora eu tenho um facebook, o tempo muda né? A bicicleta eu usava pra ir ao jardim ver as meninas que também estavam com suas bicicletas, agora ficou mais fácil, eu acesso a pagina delas, Lá já tem a idade, lugares onde frequentam (não é mais a pracinha da infância) e a orientação sexual (porque agora tem disso né?), e elas não brincam mais de pega-pega, alias, brincam sim, mas é outro tipo de pega-pega.
Mas não estou desanimado com isso, o estoque que Yakult gigante eu ainda posso conseguir, assim que o tiver posto no meu twitter ou no meu Orkut de 1998, porque o ICQ há muito tempo eu não tenho mais.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que você quer da sua vida?

O que você quer da sua vida? Essa é uma pergunta que poucos sabem responder corretamente. Já escutei de tudo, do famoso “ser feliz” que todos sabemos que é impossível, ao prosaico “não sei, sei lá” dos desinteressados. A última que eu escutei foi “curtir ao máximo”, o que essa pessoa quis dizer com isso? Eu respondo, um pouco menos que nada!
Da vida eu quero a plenitude, a abundancia de tudo que é bom e as consequências que me forem merecidas. Quero sofrer se necessário, amar sem ser amado, odiar quem e o que eu achar merecido. Quero ter estabilidade, mas também quero ser arrojado, quero viver aventuras, mas depois descansar em um colo seguro, extravasar minha solteirice e posteriormente sentir-se completo com o brilho do olhar de um filho(a).
Espera tanta coisa da minha vida, me preocupo com cada momento, com o bem estar de cada ser humano que me rodeia, sou seguro, não acredito no amor, mas me apaixono toda semana. Eu acho injusto escutar “curtir ao máximo” principalmente quando isso se limita a passeios, festas, bebidas e ficadas. Eu não acredito em Deus, mas se ele realmente existir, deve estar muito descontente com o que as “pessoas” fazem com a vida que ele as concede.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Heim?

Há uma razão para todas as coisas, e deve haver uma relação causa conseqüência para todas os acontecimentos que nos cercam, resta a nós descobrirmos onde estão estas causas, onde se escondem essas razões para que possamos entender definitivamente as mazelas involuntárias do cotidiano humano.
Tenho tentado descobrir a metodologia desta matemática inexata, assim como muitos já tentaram, mas logicamente me falta capacidade, o sabor desta compreensão é bem maior que meu intelecto, e eu não estou me subestimando, sempre achei que conseguiria, mas não consigo e talvez não conheça alguém que consiga.
Discutir o sentido da vida parece uma idéia tão retro quanto cafona, e tenho que confessar que eu também acho que isso é inexpressível, mas não consigo parar de o fazer, de tentar entender de onde vem e para onde vai, de ver algum sentido em tudo que faço ou que apenas acontecem comigo, ou até mesmo tentar medir o peso da minha existência no mundo, se é que ela tem algum peso.
Façamos uma análise interna para refletir sobre a vida, o que você tem para oferecer ao mundo? Não muita mais do que pessimismo, ganância e um ego exacerbado. Com uma contribuição tão ínfima, porque o mundo não nos expele como um corpo estranho? Talvez goste de inexpressividade e inércia, isso soa como um paradoxo para um mundo de faça e aconteça, mas quem faz e acontece? Faz o que? Que é valido pra que? Com o sentido de?