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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O mundo vai acabar

A inacreditável imbecilidade do ser espanta quem ainda acredita em um mundo bom. O tempo parece ser inimigo do bom gosto, conforme ele avança as porcarias surgem e as construções minimamente aceitáveis vão sendo esquecidas em um baú com a etiqueta “caretices” colada na tampa.

Fellini é chato, bom mesmo é jogos mortais, Beatles é uma bosta, Queen são uns gays musica de verdade é a do Fresno. Eu já tive a infelicidade de escutar todas essas declarações, de quem faz a pergunta, “quem é Fernando Meireles?” Essas situações me faz ter uma certeza que agora não me aterroriza mais, o mundo vai acabar, e torço que isso ocorra mesmo, ta ficando feia a coisa.

Ta ficando tão tenso o negocio que eu já estou começando a concordar com alguns absurdos, Machado de Assis é realmente um porre, nisso não tem como discordar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O meu mundo e o axé

Se o mundo fosse como nos meus sonhos tudo seria mais simples, eu comporia uma grande canção todos os dias e uma nova linda mulher se apaixonaria pelo meu jeito bonachão, dia após dia, ininterruptos devaneios filosóficos de vida perfeita e amores eternos.

Mas o mundo não é como eu sonho, as pessoas não mais se amam, e por sua vez eu sou um péssimo compositor.

Se o mundo não fosse como nos meus sonhos ele seria idêntico a esse, cheio de porcarias, cheio de pessoas pouco interessantes e de intelectos incapazes de compreender o seu próprio ser.

No momento em que se tem consciência de que seus desejos jamais serão alcançados, que suas alucinações cotidianas são meras alucinações cotidianas, a alternativa mais justa é o conformismo, o conformismo de uma “banda” de axé.

Vem ao chão o desejo de jantares românticos e diálogos interpessoais introspectivos, da troca de conhecimentos mútuos, dos relacionamentos que ultrapassam as relações carnais dos seres. Vem ao chão, o meu mundo.

É um ato desesperado de quem vê suas mãos atadas perante tamanha avacalhação, não há alternativa mais previsível que simplesmente afirmar com certa dor: “viva o carnaval”, “viva o fast food”.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Heim?

Há uma razão para todas as coisas, e deve haver uma relação causa conseqüência para todas os acontecimentos que nos cercam, resta a nós descobrirmos onde estão estas causas, onde se escondem essas razões para que possamos entender definitivamente as mazelas involuntárias do cotidiano humano.
Tenho tentado descobrir a metodologia desta matemática inexata, assim como muitos já tentaram, mas logicamente me falta capacidade, o sabor desta compreensão é bem maior que meu intelecto, e eu não estou me subestimando, sempre achei que conseguiria, mas não consigo e talvez não conheça alguém que consiga.
Discutir o sentido da vida parece uma idéia tão retro quanto cafona, e tenho que confessar que eu também acho que isso é inexpressível, mas não consigo parar de o fazer, de tentar entender de onde vem e para onde vai, de ver algum sentido em tudo que faço ou que apenas acontecem comigo, ou até mesmo tentar medir o peso da minha existência no mundo, se é que ela tem algum peso.
Façamos uma análise interna para refletir sobre a vida, o que você tem para oferecer ao mundo? Não muita mais do que pessimismo, ganância e um ego exacerbado. Com uma contribuição tão ínfima, porque o mundo não nos expele como um corpo estranho? Talvez goste de inexpressividade e inércia, isso soa como um paradoxo para um mundo de faça e aconteça, mas quem faz e acontece? Faz o que? Que é valido pra que? Com o sentido de?