sábado, 11 de julho de 2015

Hoje eu acordei e estava chovendo.

Hoje eu acordei e estava chovendo.
Hoje eu acordei, que tenso.
Hoje eu acordei e não me veio a falta de você como previa Gustavo Lima.
Acordar é foda né?
Choveu a porra do dia todo.
Agora é tarde (22:30h) e ta frio... É noite e eu to aqui sozinho. Então o Cristiano Araujo sabe mais das coisas que o Gustavo Lima.
Rojões anunciam a quermesse de santo Antonio, os cachorros do vizinham acham que é o fim do mundo. E não seria? Santo Antonio, São pedro, São João curtem Rojão? não sei.
Vi um filme, chato, "tarde demais". Um casal em fase de separação, seu único filho que esta no primeiro ano de faculdade entra no campus armado, atira em geral e se da um tiro na boca... Depois você fica 1h e 30m vendo o casal tentar superar a dor e curar feridas antigas... não culpo o filho, ooo casal chato.
Meu time ganhou? Meu time ta mal? Meu time ainda existe? Putz... Exclui o futebol da minha vida, (isso é ótimo). Só é ruim nas segundas feiras, você fica de fora da rodinhas da zoeira.
E a Dilma?
Ta tendo Pan né? vamos perder pra quem desta vez?

Mas o assunto do momento é "fixa rosa" aparentemente por causa de alguma novela. Gente, precisa pagar não. Acho que vocês estão frequentando os lugares errados. E o que tem de garota afim de virar ficha rosa; como dizem... "melhor cobrar do que dar de graça".

Estamos nos nivelando por baixo.

Estamos nos nivelando por baixo.
A sociedade esta se tornando culturalmente medíocre. A juventude de hoje é analfabeta, compram ideias prontas e se consideram cheios de verdades, cheios de certeza, quando deveriam idolatrar a dúvida.
Estamos perdendo a habilidade de achar graça na desgraça, de rir da deficiência ou de ridicularizar nós mesmos. Estamos nos levando a sério demais.
Os ídolos são cada vez mais fúteis, os objetivos são cada vez mais iguais e ninguém mais tem vontade própria. Estamos entrando em um mundo pasteurizado, em que todos têm de pensar igual... E esse igual é bem bosta.

domingo, 28 de junho de 2015

O bar esta LOTADO

Entra no bar, nenhuma mesa vaga, caminha até o balcão e fala com o garçom, ele responde, não tem jeito o bar esta cheio. Pede uma bebida, encosta no balcão e analisa o ambiente, o pessoal é bonito mas com cara de gente chata. Fica? Vai embora? Não sabe.

Pega o celular, pergunta se o restante do pessoal esta chegando, avisa que o bar esta cheio, reclama que avisou que deveriam ir mais cedo. Espera. Ninguém chega, fica impaciente, vai ao banheiro.


No banheiro sozinho olha para o espelho, vê um cara de quase trinta a beira da loucura.
Com um soco quebra o espelho, se tranca no sanitário, corta os pulsos com as lascas de vidro, morre lentamente, enquanto apitando as mensagens avisam que decidiram ir para outro bar. Aquele esta muito cheio.

Só acho você bem bosta

Eu não te odeio.
Odeio poucos. Esses poucos, por motivos bem relevantes, humanitários, que não é seu caso.

Você não é meu inimigo.
Meus inimigos são derrotados, exterminados. Sofrem as vezes sem saber porque.


Eu não te difamo.

As pessoas relevantes o suficientes para eu difamar, faço em artigos e elas normalmente me processam.

Você não é meu inimigo, eu não te odeio e não te difamo. Só acho você um bosta. Por favor, sem ressentimentos, obrigado.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

o que é moralismo, versão brasileira:

uma estudante de direito de 20 anos guardou dinheiro pra ir pra um cruzeiro com os amigos. num imprevisto horrível, ela teve um piripaque e morreu no navio. é triste, é raro, mas acontece. quem tá vivo tá sujeito. Em todas as vezes que eu vi notícias sobre isso, especulações de mau tom eram feitas: oh, ela estava bebendo muito, ela havia consumido drogas (oooh, as drogas!) etc e tal. se consumir drogas matasse assim, traficante não tinha renda. que absurdo falar que morreu porque bebeu muito - quantas pessoas já não beberam muito? e nem por isso morreram. A menina morreu e as pessoas têm que achar uma justificativa moral pra morte dela, como se a morte de um jovem fosse necessariamente um castigo divino, como ela devesse ter feito algo de errado pra morrer. jovens também morrem, pra morrer basta estar vivo, o mundo nem sempre é justo. mas a morte dessa moça no navio ficou sendo ocasião para uma cruzada contra "os excessos" dos jovens. isso a ponto de o advogado da família sair a público pra dizer que a garota era meiga, culta, estudiosa, trabalhava, não tinha vícios. A moça morreu! ninguém precisa defendê-la. Quem não passou por isso nem imagina a dor que é pra família dela a sua morte repentina, e não ajuda a imprensa ficar divulgando especulações cretinas baseadas em nada. nunca que beber muito - ou festejar muito, se divertir muito, dormir pouco ou até se drogar - pode justificar uma morte.

moralismo é imbecil porque parte de uma áurea de mistério em torno das coisas. além de ser crueldade, é ignorância; como se as pessoas não bebessem, não trepassem. um tempo atrás foi divulgado o vídeo de uma menina chupando um cara numa festa de faculdade e alguns alunos fizeram o maior estardalhaço disso. acerca de um boquete! todo o mundo na vida faz e/ou recebe boquete, até o maior perdedor como os tontos que acham que isso é um absurdo. era uma festa, estranho era ter uma câmera filmando o quarto onde eles estavam.
moralismo e preconceito se fiam num mecanismo semelhante. quando meu amigo se mudou pra capital, a tia dele o alertou: cuidado com quem você vai conversar, porque a pessoa pode ser um maconheiro, e ter um bafo de maconha, que quando vai falar com você te nocauteia, aí você cai desmaiado e a pessoa te rouba todos os pertences; e também não deixe a janela do seu quarto aberta, porque podem usar o cheiro da maconha pra te desacordar e te roubar. Mal sabia a tia que o pródigo sobrinho, tão estudioso e competente, vivia ele mesmo fumando maconha.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A mesa dos Gênios


sábado, 12 de janeiro de 2013

7 motivos para não morar no interior

Sempre que eu saio da pacata cidade do interior em que moro e vou a São Paulo – ou seja, umas duas ou três vezes por mês – sempre ouço a mesma coisa quando as pessoas sabem que sou do interior: “Ah, um dia eu me mudo para lá”.
Depois de um tempo eu chequei a uma conclusão óbvia: as pessoas na “cidade grande” tem uma imagem errada do interior. Por isso hoje vou apresentar sete bons motivos para você não morar no interior.
Por “interior” entenda o interior de verdade. Se você é, por exemplo, de São José dos Campos ou Campinas, lamento, mas você não está no interior. Estou falando de cidades com menos de 50 mil habitantes, perdidas em regiões pouco desenvolvidas (sim, existe isso no “rico” estado de São Paulo) e longe dos grandes centros e até de cidades médias e um pouco mais desenvolvidas.
E porque sete motivos e não dez ? Bem, eu até poderia arrumar mais três motivos e discorrer sobre eles. Mas seria pura enrolação, e só serviria para deixar o texto mais longo. Álias, como esse parágrafo, que é totalmente desnecessário. Então vamos deixar de enrolação e ir logo ao ponto.

1 – Violência:
OK, a violência no interior é diferente da violência nos grandes centros. Aqui você não corre o risco de tomar uma bala perdida no meio da rua. Mas em compensação ao voltar para casa pode dar de cara com ela arrombada e com alguns de seus pertences sumidos. A lenda de que o interior não tem violência não passa disso – de uma lenda. Principalmente depois que implodiram o Carandiru e mandaram boa parte dos presos para a região Oeste do estado – onde tem um presídio a cada duas cidades, em média – a violência aumentou muito. Claro que nada disso aparece nas propagandas do governo, mas é a verdade, quem vive no interior pode comprovar isso. Então, a menos que você ache menos ruim ter sua casa roubada do que ser assaltado a mão armada, fugir da violência não é uma boa desculpa para se mudar para o interior.
2 – Moralismo e preconceito:
As cidades do interior são, em sua grande maioria, moralistas, conservadoras, preconceituosas e hipócritas. Então, se você pertence a alguma classe que costuma ser idiotamente vítima de preconceito – inclua aí homossexuais, emos e torcedores do Corinthians – é melhor você guardar uma boa distância do interior. Para você ter uma ideia, se eu for agora até o centro da cidade e parar o primeiro idiota que eu encontrar pela frente ele é capaz de me dar uma lista atualizada de todos os homossexuais da cidade, onde moram, trabalham, estudam e com quem estão saindo no momento – e tudo isso de forma sussurrada, como se estivesse contando um segredo sujo.
3 – Falta de privacidade:
Você sai com seus amigos no final de semana, toma todas, vomita na mesa e dá o maior vexame. Se você mora no interior na segunda-feira de manhã, quando você for até a padaria, as atendentes vão ficar dando risinhos e comentários sussurrados enquanto você estiver na fila do pão. E isso vai acontecer também no banco, nas lojas, no trabalho. Não há segredos para quem mora no interior. As más – para os envolvidos, claro – notícias correm com mais velocidade do que se o seu mico tivesse ido parar no Youtube. Então, se você quer fazer coisas triviais como dar vexame no fim de semana ou se você trai sua namorada/esposa é melhor ficar longe do interior.
4 – Tédio:
Cidade do interior “de verdade” não tem cinema, teatro, shopping center, barzinhos, choperias e nada do gênero. Geralmente o point da cidade é alguma avenida movimentada – o que gosto de chamar de “bobódromo” – ou algum lugar improvável tipo uma loja de conveniência de um posto de gasolina (o bobódromo II). Se você quiser cinema, teatro ou shopping, vai ter que viajar pelo menos uns 25 km para uma cidade média ou 70 Km para uma um pouco maior – dependendo da cidade que você estiver, mais ainda. E você pensando que ia poder se livrar do carro mudando para o interior, hein ?
Uma vez por mês – na época do pagamento, claro – acontece um ou outro baile. Mas os Djs são horríveis (tocam até música sertaneja !), a cerveja é quente, o lugar não tem estrutura e você nem encontra drogas para se livrar do tédio. Sim, nas “raves” daqui – se é que um baile com um DJ que sabe tanto de música eletrônica quanto eu sei de Astrofísica pode ser chamado de “rave” – o pessoal mais descolado fuma maconha (sim, é verdade, eu já presenciei isso) o que não faz o menor sentido.
5 – Estradas precárias:
Qual a estrada mais violenta: a famosa Reggis Bittencourt ou a desconhecida Comandante João Ribeiro de Barros ? A segunda. A diferença é que os acidentes no interior raramente chegam na grande imprensa. Afinal, uma estrada com pista simples, esburacada, com um degrau de mais de um metro entre a pista e o acostamento e lotado de caminhões carregando cana não pode mesmo ser muito segura. E as cruzes brancas na beira da estrada não me deixam mentir. Infelizmente. Portanto, acredite: é mais seguro ir de São Paulo a Curitiba num FIAT 147 do que rumar de Rinópolis a Presidente Prudente num carro moderno.
6 – Poluição:
Ar puro no interior ? Depende da época. Se for quando as plantações de cana estiverem sendo queimadas para a colheita, esqueça. Além da poluição elas produzem umas cinzas que se espalham com o vento e sujam todos os quintais, para desespero das donas de casa. Sem contar as queimadas para as outras culturas, e até mesmo para limpar terrenos baldios dentro da cidade ! E, como todo mundo acha que o ar aqui é puro, ninguém se preocupa em regular os escapamentos de caminhões e ônibus (como acontece em SP). Isso significa que você pode estar passando tranqüilamente e ser atingido por um jato de CO2 que vai te deixar com tanto cheiro de fumaça que vai parecer que você passou a noite em um pub enfumaçado de Londres.
7 – Música sertaneja:
– Se você não é fã de Zezé di Camargo e Luciano e seus assemelhados, então o interior não é lugar para você. Aqui toca música sertaneja o tempo todo – nos bailes, na rádio FM, na AM, nos elevadores, em tudo. Tem até rádio FM especializada em tocar só música sertaneja. E pior: há várias duplas (porque música sertaneja tem que ser em dupla ?) que são das próprias cidades e que ninguém conhece, mas que tocam nas rádios da cidade. Então, se você não quer conhecer a excelente música de duplas como Luis Henrique e Fernando é melhor ficar bem longe do interior.


por:

Henderson Bariani